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Valorização da vitamina D para a saúde

Objeto de variadas pesquisas nas últimas décadas, a vitamina D vem se revelando fundamental para...
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Objeto de variadas pesquisas nas últimas décadas, a vitamina D vem se revelando fundamental para a proteção e até tratamento de importantes doenças da atualidade, como as autoimunes (diabetes, esclerose múltipla, artrite reumatoide, psoríase e lúpus), problemas cardíacos, pressão alta e câncer.

Um dos mais conhecidos pesquisadores dessa substância, o médico americano Michael Holick, professor de medicina, fisiologia e nutrição da Universidade de Boston (EUA) e autor do livro “Vitamina D: como um tratamento tão simples pode reverter doenças tão importantes” (Ed. Fundamento), explica que a vitamina D está presente em todas as células e tecidos do corpo. Ela é produzida na pele (sintetizada com a ajuda dos raios solares) e sua atuação no corpo é semelhante à de um hormônio.

A vitamina D está associada à metabolização e funcionamento de 2 mil genes humanos, conforme estudos conduzidos pelo cientista. Ela é imprescindível, por exemplo, na produção de insulina e na manutenção do sistema imunológico. Ela também ajuda na absorção do cálcio. Devido a sua abrangência, o cientista afirma que manter um nível ideal de vitamina D no organismo pode nos proteger de muitas doenças, assim como o déficit desse nutriente pode comprometer a saúde.

No entanto, os estudos de Holick concluíram que cerca de 50% da população mundial tem déficit desse hormônio e, por isso, ele considera a falta de exposição aos raios solares um dos atuais vilões da saúde humana. Holick compara os raios solares ao sal e à gordura. Diz que nenhum humano sobrevive sem os dois. Mas o exagero no consumo de ambos ameaça a saúde.

De onde veio o alerta?

A distribuição geográfica das doenças autoimunes no globo terrestre mostrou-se acentuadamente  maior em lugares mais afastados da linha do Equador. Ao longo do tempo, os pesquisadores perceberam que isso se devia à diminuição da radiação solar nessas regiões. Com a continuação dos estudos, acabaram correlacionando tais doenças ao efeito mais conhecido da radiação solar sobre o organismo: a produção da vitamina D. 

Onde encontrar a vitamina D?

O sol é a maior fonte natural de vitamina D. Poucos minutos de exposição solar, sem filtro, em horário adequado, produz altas doses de uma espécie de hormônio no qual se transforma a vitamina.

Solúvel em gordura, a vitamina D entra naturalmente no corpo por meio da pele, onde a radiação ultravioleta B da luz solar estimula sua produção, convertendo-se nos rins para a forma biologicamente ativa, o hormônio vitamina D.

Nos alimentos, a dosagem desse nutriente é bem menor, mas níveis significativos podem ser encontrados nos peixes gordurosos de água gelada: salmão, sardinha, anchovas e atum, e no óleo de fígado de bacalhau. Há ainda alimentos que são enriquecidos artificialmente com essa vitamina, especialmente o leite, as fórmulas infantis e, algumas marcas de suco de laranja, iogurte, queijo e cereais matinais.

Razões da carência de vitamina D

Segundo Holick, além do clima, diversos fatores contribuem para a deficiência da vitamina D, mesmo em países tropicais. Um deles é o estilo de vida predominante atualmente, onde adultos e crianças permanecem muito tempo em ambientes fechados e, quando expostos ao sol se protegem com filtro solar e roupas apropriadas, devido à grande incidência de câncer de pele.  “O filtro solar fator 30 diminui em 90% a capacidade do organismo de absorver a vitamina D”, afirma o cientista.

A obesidade, tão comum nos dias de hoje, é outra razão.

O excesso de gordura acaba por concentrar toda a quantidade de vitamina D recebida, impedindo a sua disseminação pelo organismo. Por isso, os obesos necessitam até 5 vezes mais de vitamina D do que os magros para alcançarem níveis considerados ideais.

Segundo o médico, a diminuição do consumo de leite é outra causa importante nos dias atuais.  Outro fator é a cor da pele. A melanina atua como um protetor solar natural, por isso, os negros que vivem nos Estados Unidos, onde o sol é menos intenso, produzem quantidades menores de vitamina D.

Tratamento de doenças autoimunes

Embora a reposição de vitamina D no tratamento de doenças autoimunes não seja ainda oficialmente reconhecida pelas Instituições Médicas, são muitos os resultados positivos obtidos em pacientes desenganados ou desesperançados. A suplementação de vitamina D, deve, no entanto, ser feita somente com orientação e acompanhamento médico.