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Acontece

Últimos acontecimentos mundiais comentados e contextualizados.

Março de 2021

04/03/2021
A covid-19 um ano depois do início da pandemia.

Março de 2020 entrou para a história como o mês caracterizado pelo avanço do coronavírus no Brasil e no mundo. Embora manchetes em todos os jornais denunciassem a gravidade do problema, grande parte da população mal sabia do que se tratava. Pandemia? Quarentena? Isolamento? Palavras antes muito pouco ou nunca pronunciadas passaram a fazer parte do vocabulário mundial.

O cenário era de total insegurança e medo: um vírus totalmente desconhecido, nenhum protocolo de atendimento (apenas socorro), ruas, comércio e empresas fechadas, crianças longe dos colégios e um futuro incerto. Em 31 de março de 2020, o Brasil contabilizava, segundo dados do Ministério da Saúde, 201 mortes e 5.717 casos confirmados de coronavírus.

Quase um ano depois, o que mudou?

Desde que a pandemia foi oficialmente decretada, os números (em matéria de contágios e de óbitos) crescem avassaladoramente em todas as partes do mundo. Atualmente, os registros dão conta de um total de mais de 10.589.608 casos confirmados e aproximadamente 255.836 óbitos por Covid-19 no Brasil desde o início da pandemia, em março de 2020.

A contagem é do balanço do consórcio de veículos de imprensa, com destaque para a média móvel de mortes nos últimos 7 dias, que chegou a 1.223 - o quinto recorde batido nos últimos sete dias. A situação aqui ainda é assustadoramente grave e faz com que o país viva o seu pior momento na história da pandemia, mesmo um ano depois que o Sars-CoV-2 pôs o mundo em suspense.

Parâmetro global

Infelizmente, no mundo, registraram-se, até o momento, 114.441.348 de casos no total; sendo 2.538.681 de óbitos. Quanto ao total de recuperados, contabilizam-se mais de 64.633.408. Embora o cenário seja caótico, globalmente, o número de casos caiu e segue em queda pela terceira semana.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), quatro das seis regiões do mundo, que compõem a divisão feita pela OMS para monitoramento, tiveram uma redução no número de casos — Américas, Europa, África e Pacífico Ocidental (que inclui, entre outros países, China, Austrália, Nova Zelândia e Japão).

Enquanto isso, alguns estados e cidades brasileiras já estão com seus sistemas de saúde entrando em colapso. O problema está fazendo com que essas regiões adotem medidas mais rígidas de isolamento, como lockdowns e toques de recolher, para tentar reverter a alta de casos e internações.

Normalidade?!   

Depois de um ano, vimos que, em termos numéricos, a situação da covid-19 se expandiu e ainda representa uma grave ameaça para a saúde humana. Em relação à vida aqui no Brasil, de modo geral, voltou a ter aparência de normalidade: escolas funcionando, comércio e empresas abertas, bares, shoppings e passeios à praia permitidos em várias cidades. Tudo isto em um cenário de pandemia, considerando-se que é um vírus que apresenta novas mutações constantemente e que não foi totalmente controlado, mesmo com o surgimento de uma vacina.

É preciso lembrar que as vacinas representam a saída, mas não sem a cooperação de todos. O processo, lento e em duas etapas, ainda é frágil e requer tempo para obtenção da imunização, já que apenas 20 dias após a primeira aplicação é que se tem a eficácia do medicamento. O vírus ainda está por aí, circulando entre nós, por isso precisamos manter as medidas de segurança como prioridade.

Fazendo a nossa parte

Um ano depois, podemos dizer que avançamos na conquista de um mundo sem covid-19, mas não podemos retroceder nas pequenas conquistas alcançadas por não priorizarmos os protocolos de prevenção. Então, nem pense em relaxar agora; use máscara, evite sair de casa sem necessidade, use álcool em gel, cumpra o distanciamento mínimo, lave as mãos continuamente e oriente todos da sua família a evitar aglomerações.

Todos por um Brasil e um mundo sem covid-19!